Top 10 - Terras e lugares lendários perdidos


A história de Atlântida (que dizem ter sido engolida pelo mar e se perdido para sempre) é um dos mais renomados e duradouros contos sobre uma cidade perdida. No entanto, a história de Atlântida não é única, e outras culturas possuem lendas semelhantes de terra e cidades que desapareceram sob as ondas, ou enterradas sob séculos de vegetação, ou ainda foram nas areias do deserto...
Tantas outras cidades, e lugares desapareceram durante as eras, ganhando assim o status de lendas do passado da humanidade. Algumas destas lendas se mantém vivas através do cinema, dos livros, e até dos vídeo games!
Assim sendo, falaremos a seguir sobre dez cidades perdidas e lugares lendários que nunca foram encontradas, mas que ainda vivem no imaginário popular:

1 – Atlântida (Tântalis)


Atlântida é uma lendária ilha ou continente cuja primeira menção conhecida remonta a Platão em suas obras "Timeu ou a Natureza" e "Crítias ou a Atlântida".
Nos contos de Platão, Atlântida era uma potência naval localizada "para lá das Colunas de Hércules", que conquistou muitas partes da Europa Ocidental e África 9000 anos antes da era de Salomão, ou seja, aproximadamente 9600 a.C.. Após uma tentativa fracassada de invadir Atenas, Atlântida afundou no oceano "em um único dia e noite de infortúnio".
Pesquisadores acreditam que a Atlântida, nome derivado do titã Atlas, é uma releitura grega da antiga cidade, também perdida de Tântalis. A lenda seria essencialmente a mesma, sendo a Atlântida então, segundo essa versão, nada mais que a versão grega da antiga capital da Lídia, Tântalis. Segundo as lendas, Tântalis sucumbiu, devido a um grande terremoto que despedaçou o monte Sipylus, afundando, após isso, nas águas que brotaram de Yarikaya, uma ravina profunda, transformando-se no lago Saloe.


2 - O continente de Mu (ou Lemúria)


De acordo com antigas lendas de povos que habitavam a América do Sul muito antes da chegada de Cristóvão Colombo ao "Novo Continente", Mu era um continente rico em ouro, prata e cobre. Essas lendas caíram no esquecimento após a chegada de Cristóvão Colombo à América, que culminou com a dizimação de grande parte da cultura desses povos. Alguns séculos depois, a lenda retornou à tona, quando o coronel inglês, James Churchward, afirmou ter decifrado antigas inscrições em pedra. As inscrições revelavam a existência de Mu, indicava sua localização (ligeiramente abaixo da Linha do Equador), sua extensão (9.600 quilômetros de Leste a Oeste, e 4.800 quilômetros de Norte a Sul) e a causa de sua submersão (uma ação vulcânica que dizimou a população de 64 milhões de pessoas).
Segundo levantamentos posteriores, toda a humanidade descenderia de Mu, e segundo Churchward tratava-se do Jardim do Éden, onde há 200 mil anos havia surgido o homem. As diferenças raciais teriam levado os grupos colonizadores a migrar para diferentes partes do mundo. Os mais poderosos formaram o império Uigur, cuja capital encontra-se até hoje enterrada sob o deserto de Gobi, na Ásia.


3 – Avalon, a cidade entre as brumas (Ynys Wydryn ou Ynys Mon)


Avalon era uma ilha lendária encantada onde "Excalibur", a espada do Rei Artur, tinha sido forjada e para onde o próprio rei tinha voltado vitorioso depois da sua última batalha para ser curado de um ferimento mortal.
Avalon, Ynys Wydryn ou Ynys Mon era um lugar de conhecimento sobre os deuses pagãos antigos onde os druidas passavam o conhecimento antigo de geração em geração. Era o lugar onde se aprendia o conhecimento da religião antiga o druidismo, sendo Merlin o senhor de Avalon ou Ynys Wydryn, que construíra Tor, uma torre onde vivia e guardava todos os seus memoráveis e quem sabe mágicos tesouros.
A Senhora do Lago é designada como autoridade máxima da ilha, e Artur era filho do rei Uther Pendragon, que no passado, era seguidor da crença da Deusa, como também a mãe de Artur, Igraine. Arthur faz um pacto de reacender a crença da Senhora do Lago para que com o passar do tempo ela não se apagasse.
Nas mitologias de Cornualha, assim como nas lendas galesas e bretãs, Arthur nunca morreu. De acordo com as tradições, ele vai voltar para conduzir seu povo mais uma vez.


4 – A lendária Lyonesse


Na lenda do rei Artur, Lyonesse é o país de origem de Tristão, a partir da lendária história de Tristão e Isolda. A terra mítica de Lyonesse é agora referido como a "Terra Perdida de Lyonesse," que, disse ter afundado no mar. Existem algumas variações nas lendas que cercam o afundamento da terra. Antes de seu afundamento, Lyonesse teria sido bastante grande, contendo cento e quarenta aldeias e igrejas. Lyonesse é dito que desapareceu em 11 de novembro de 1099 (embora alguns contos usar o ano de 1089, e alguns datam do século 6). Muito de repente, a terra foi inundada pelo mar. Aldeias inteiras foram engolidas, e as pessoas e animais da área afogado. Uma vez que ele estava coberto de água, a terra nunca mais reapareceu.
Como a lenda do naufrágio Lyonesse aparece na mitologia da região, tem sido sugerido que a história representa um exemplo extraordinário de memória popular e tradição de história oral; pensa-se que ela pode ter suas origens na enchente histórica das ilhas da Sicília e Mount’s Bay, em Penzance (Inglaterra).
Hoje, Lyonesse é firmemente enraizada nas tradições de Cornualha, e vinculá-la às ilhas da Sicilia parece o passo mais lógico. Ao redor da terra principal das ilhas, ainda é possível encontrar fósseis de uma antiga floresta, cheia de árvores carregando nozes.


5 – A cidade perdida de Z (El Dorado)


Desde que os europeus chegaram pela primeira vez no Novo Mundo, tem havido relatos de uma lendária cidade de ouro na selva, por vezes referida como El Dorado. O conquistador espanhol, Francisco de Orellana foi o primeiro a se aventurar ao longo do Rio Negro em busca desta lendária cidade.
A lenda é muito antiga, tendo sido narrada pelos índios na época da colonização das Américas e falava de uma cidade cujas construções eram feitas de ouro, prata e joias, e cujos tesouros existiam em quantidades inimagináveis.
Séculos mais tarde, o Novo Mundo ainda estava sendo saqueado e seus habitantes assassinados, já que os europeus continuaram sua busca pela lendária cidade.
Em 1925, com a idade de 58 anos, o explorador Percy Fawcett se dirigiu para as selvas do Brasil para encontrar uma misteriosa cidade perdida que ele chamou de "Z". Ele e sua equipe iriam desaparecer sem deixar rasto e a história viria a ser uma das maiores histórias nos noticiários de sua época. Apesar de inúmeras missões de resgate, Fawcett nunca foi encontrado.
Com o passar dos anos, a cidade tem se estabelecido como tradição mítica das Américas. No entanto, ainda hoje muitos acreditam que ela existe, e que está só esperando para ser encontrada pelo aventureiro certo, na hora certa.


6 – As cidades irmãs, Cíbola e Quivira


Os conquistadores espanhóis do século 16 procuraram as lendárias sete cidades de ouro, como Cibola, na América do Norte, conhecidas por sua riqueza e brilho.
O mito das Cidades de Ouro originou-se por volta do ano 1150 quando os mouros conquistaram Mérida, na Espanha. De acordo com a lenda, sete bispos abandonaram a cidade, não só para salvar suas próprias vidas como também para prevenir os muçulmanos de obterem relíquias sagradas religiosas. Anos depois, um boato circulou que, em uma terra distante (um local desconhecido para as pessoas da época, a América), os sete bispos haviam fundado as cidades de Cíbola e Quivira.
A lenda diz que ambas enriqueceram-se muito, principalmente graças a pedras preciosas e ouro. Por isso, muitas expedições foram organizadas em busca das cidades ao longo dos séculos.
Antonio de Mendoza, vice-rei da Nova Espanha, enviou a primeira expedição para encontrar essas cidades perdidas em 1539, depois que um frade disse ter o vislumbrado no horizonte.
Em 1540, uma segunda força expedicionária foi enviada, sob o comando de Francisco de Coronado. Ela causou um encontro com o povo Hopi, que os espanhóis foram informados ser a tribo que durante séculos esteve aguardando o retorno do Irmão Branco, Pahana. O grupo de espanhóis explorou a região até o Texas, mas não conseguiu encontrar qualquer uma das lendárias cidades de ouro.


7 - A Cidade Perdida de Aztlan


Os povos Astecas do México criaram um dos mais poderosos impérios da América antiga. Enquanto se sabe muito sobre seu império localizado onde hoje Cidade do México, pouco se sabe sobre o início da cultura asteca. Muitos consideram a ilha de Aztlan como a antiga terra natal, onde o povo asteca começou a se formar como uma civilização antes da sua migração para o Vale do México. Alguns acreditam que é uma terra mítica, similar a Atlântida ou Avalon, que vai viver através da lenda, mas nunca será encontrada na existência física.
De acordo com a lenda de Nahuatl, haviam sete tribos que viviam na Chicomoztoc - "o lugar das sete cavernas." Essas tribos representavam os sete grupos Nahuas: Acolhuas, Chalcas, Astecas, Tepanecas, Tlahuicas, Tlaxcalanos e Xochimilcas (diferentes fontes fornecem variações sobre os nomes dos sete grupos). Os sete grupos, sendo de grupos linguísticos semelhantes, deixaram suas respectivas cavernas e estabeleceram-se como um grupo perto de Aztlan. Até hoje, a existência real de uma ilha conhecida como Aztlan não foi confirmada, e tão pouco se sabe sobre o seu desaparecimento. Muitos têm procurado a terra, na esperança de ter uma melhor compreensão de onde os astecas vieram, e talvez um melhor entendimento da antiga história mexicana.


8 – Agharti (ou Agartha)


Lendas dizem que Agharti é um mundo subterrâneo, ligado aos quatro cantos da Terra através de uma intrincada rede de túneis. Descrevendo uma terra habitada por pessoas amantes da paz e gentileza, melhores do que as pessoas que vivem acima do solo, o mito parece ser muito antigo.
Platão falou de túneis largos e estreitos localizados debaixo da terra, governados por um líder maravilhoso, que fica no centro da Terra. Algumas centenas de anos mais tarde, Plínio mencionou pessoas que fugiram para o subterrâneo depois de Atlântida ser arruinada.
Alguns tradicionalistas esotéricos ainda alegam que Agharti realmente existe. De acordo com esses crentes, os atlantes fugiram para a Ásia por um túnel sob o Himalaia, esperando pacientemente pelo dia em que pudessem surgir mais uma vez para dominar o mundo.


9 - Shambala, a cidade mística


Shambala é o nome sânscrito de uma terra mística, localizada entre montanhas nevadas, com uma cidade de ouro em seu centro. Ela aparece em textos sagrados e está presente em diversas tradições do Oriente.
Ela tem sido procurada em quase todos os lugares. Do deserto de Gobi ao Tibete, Afeganistão e China, exploradores têm marchado em vão.
Expedições às vezes desapareceram sem deixar vestígios. Aparentemente, pode-se voar sobre Shambala em uma aeronave e ainda assim não vê-la, já que suas fronteiras são cuidadosamente guardadas e protegidas da visão humana. Em 1928, Nicholas Roerich disse que lhe informaram que Shambala pertencia a outra dimensão, e que somente aqueles que estavam preparados espiritualmente eram capazes de encontrá-la, já que esta pode ser perdida e achada inteiramente na mente. Roerich também encontrou um misterioso lama na estrada de Darjeeling Ghum na Índia, que mais tarde monges lhes disseram ter vindo de Shambala.


10 – Julfar, a cidade perdida de Dubai


Dubai cultiva uma imagem ultramoderna de arquitetura deslumbrante e riqueza, no entanto, seus desertos escondem cidades esquecidas e uma história oculta que revelam como seus primeiros habitantes adaptaram-se e superaram a dramática mudança climática no passado.
Uma das mais famosas cidades perdidas da Arábia é a cidade medieval de Julfar. Segundo as lendas, Julfar prosperou por mil anos antes de cair na ruína e desaparecendo da memória humana por quase dois séculos. Ao contrário de outras cidades do deserto, Julfar era um próspero porto, de fato, o centro de comércio do Golfo Árabe Sul na Idade Média.
Tão valioso centro comercial atraiu a atenção constante dos poderes rivais embora. Os Portugueses assumiram o controle no século 16, época em que Julfar era uma cidade substancial de cerca de 70.000 pessoas. Um século mais tarde, os Persas tomaram-na, apenas para perdê-la em 1750 à tribo Qawasim de Sharjah que se estabeleceu do lado de Ras Al-Khaimah, deixando a velha Julfar gradualmente cair em decadência até a suas ruínas ficaram esquecidas entre as dunas costeiras. Hoje Julfar permanece escondida por baixo das dunas no norte de Ras al-Khaimah.

Espero que você tenha curtido este post.
Comente, compartilhe e envie sugestões de mais posts sobre assuntos que você gosta.
Até a próxima!
Próxima
« Anterior
Anterior
Próxima »