Conheça Tormenta - O mais bem sucedido Cenário de RPG nacional



 Lá pelo meio dos anos 90 descobri o que era RPG através da revista Dragão Brasil.
   Apesar de saber que RPG era um jogo, mas não imaginava o quanto era diferente.

Acreditava ser um jogo de tabuleiro, pois lembro de ter visto alguma propaganda do Hero Quest, com o mapa, as miniaturas e dados espalhados.

 Mas então fui apresentado um conceito de jogo mais amplo e livre.
 Qual você é o personagem e onde qualquer coisa pode acontecer.
Onde o grande o objetivo nem sempre é vencer e sim viver a aventura.
 A competição é trocada pela cooperação.
E a imaginação e o improviso são suas principais ferramentas.

 Dentre todos os sistemas, os mais famosos eram Dungeons & Dragons (com ligação direta ao desenho Caverna do Dragão) e Vampiro: A Máscara (qual eu associava a novela "Vamp"... vai saber pq).
 Desde de então, muita coisa aconteceu.



 Os Defensores de Tóquio

 Conheci os Defensores de Tóquio, um sistema criado pela equipe da Dragão Brasil, com a temática cômica e divertida.

 Voltada para o universo de heróis japoneses que marcavam presença na Rede Manchete.
Ali tinha de tudo. Paródias de Changeman, Jaspion, Jiraya, etc...
 Defensores de Tóquio usava um sistema simples, com uma ficha simples e dados comuns (de 6 faces).
   
 A seguir, com o feedback dos jogadores e com novas idéias sendo trabalhadas. Eles publicaram o AD&T - Advanced Defensores de Tóquio.
Qual trazia melhorias nas regras e novo conteúdo, com a intenção de melhorar seu antecessor.

 O tempo foi passando, o mundo foi mudando.

Assim, as influencias econômicas, tecnológicas e culturais também mudaram.
Vampiro: A Mascara cresceu e se tornou algo maior com outras entidades sobrenaturais em World of Darkness. Dungeons & Dragons, avançou, cresceu e se adaptou aos jogadores. Publicou novas versões, passou por edições editoriais e vendas de direitos, entre tantos desafios ao fim do último século.
 Enquanto isso no Brasil, o gosto por mangás e animes aumentava.
 A partir dos Cavaleiros do Zodíaco.
Essa influencia cresceu e se expandiu. Atingindo de forma direta (ou não) outras mídias e outros públicos.

 3D&T em um mundo de Animes, Games e Mangás

 Nesse contexto, a mais bem sucedida revista de RPG do Brasil, a Dragão Brasil apresentou como um presente/brinde aos seus leitores, uma nova versão de seu sistema nacional de RPG.
Assim o mundo era apresentado ao 3D&T.
 O nome era referente a Terceira edição de Defensores de Tóquio.
 Esse sistema também havia crescido, se expandido.
Se tornando algo muito maior do que o proposito para qual havia sido criado.
Suas fronteiras não se limitava mais a Tóquio.

 É valido lembrar que: antes da publicação do manual oficial.
Pequenas revistas-jogos já estavam sendo publicadas.
Servido como "teste" para esse sistema.

Lembro de jogar por um bom tempo a revista do Street Fighter Zero 3. (Devo ter ela até hoje). 

Nessas revistas jogos, já estava tudo lá, porém com as regras direcionadas ao cenário/tema delas. Tinha do Megaman, Mortal Kombat, entre outras.



 Paralelo a essas revistas, também pela mesma editora da Dragão Brasil, foram publicadas HQs do Street Fighter Zero 3 (bem na época de lançamento do jogo), com roteiro e arte nacionais.
Foi uma mini-serie em 4 edições qual servia de introdução ao jogo.
 A arte era linda e fluida. Era possível imaginar cada quadro sendo animado.
E o roteiro era dinâmico e objetivo. Sem enrolação.

 Dentro das Edições da Dragão Brasil, sempre existiram tirinhas, contos e desenhos sobre personagens próprios. Criados pelos autores desta.
Muitos (senão todos) baseados em suas experiencias durante os jogos de RPG.
 Assim, havia chegado a hora destes personagens ganharem um cenário próprio.

 Pouco tempo depois das publicações da mini-serie do Street Fighter Zero 3, lembro que me deparei na banca com uma revista estilo mangá (era a edição Nº2) com uma Elfa Peituda na Capa.
É evidente que aqueles dois motivos haviam me chamado a atenção.
 Dessa forma, conheci:

Holy Avenger

Uma grande saga nos quadrinhos nacionais. Holy Avenger é uma série de quadrinhos brasileira. Criação de Marcelo Cassaro, Rogério Saladino e J.M. Trevisan, e ilustrada por Érica Awano.
Holy Avenger atingiu 42 edições publicadas mensalmente ao longo de pouco mais de três anos, tendo gerado também diversas edições especiais relacionadas ao seu universo.
 A série foi bicampeã do Troféu HQ Mix em 2001 e 2002 na categoria "revista seriada" .
Conta a saga de Sandro Galtran, um aspirante a ladrão, no mundo de Arton, uma terra de fantasia medieval com elfos, anões, deuses e artefatos mágicos.

 Em 1998, Marcelo Cassaro publicou Holy Avenger, uma aventura para Advanced Dungeons and Dragons e GURPS Fantasy em 3 partes nas edições 44 a 46 da revista Dragão Brasil.
Segundo Trevisan e Saladino, editores assistentes da Dragão Brasil, na iminência da edição de número 50 da revista, uma reunião editorial foi feita no apartamento do editor-chefe Marcelo Cassaro, tendo em vista um projeto para a comemoração do número 50 da publicação, algo único em uma revista nacional do gênero.


 Finalmente! A Tormenta havia chegado!!

 Na edição comemorativa das 50 edições, uma revista extra com 80 páginas explicava o cenário de Tormenta.
 Suas regras abrangiam os sistemas GURPS, AD&D e 3D&T, sendo este um sistema dos editores. Rapidamente, as revistas esgotaram das bancas, sendo que a procura pela revista foi tão grande que foram reportados casos em que bancas de revista vendiam a revista extra separadamente da revista original.
Logo em seguida, foi publicado uma nova edição separada apenas para 3D&T, afim de evitar problemas com direitos autorais.
 O inesperado sucesso do cenário se refletiu nas edições seguintes da revista. Mais matérias eram feitas especificamente para o cenário.
Embora diversos leitores reclamavam pelo excesso de matérias sobre o mesmo, maior era a quantidade de leitores que pediam mais informações sobre ele. Em poucos meses, diversas informações novas surgiram.
O grupo (que por conta do sucesso do cenário passou a ser conhecido como Trio Tormenta) se viu obrigado a lançá-lo separadamente, que também rapidamente esgotou nas bancas.

 A criação de Holy Avenger e Tormenta é parecida com a de The Record of Lodoss War, criação do Group SNE que surgiu como "replays" de Dungeons & Dragons, transcrições das sessões de RPG publicadas na revista japonesa Comptiq e se tornou uma franquia de mangá e anime. 

 Nos anos seguintes, a quantidade de novas informações, inclusive algumas criadas pelos fãs, pediu novas edições e revisões.
Houve inclusive, mudanças nos sistemas usado.
Sendo lançada em 2001, Tormenta terceira edição, uma adaptação para outro sistema brasileiro Daemon, da Editora Daemon.
 No mesmo ano, foi lançada no Brasil, a terceira edição de Dungeons and Dragons pela Devir Livraria e traz para o país, a Open Game License (OGL), que permite que outras editoras usem um sistema inspirado em D&D, o chamado Sistema d20 .
Em 2003, foi lançado o Tormenta D20, logo em seguida, é lançada uma adaptação de Tormenta baseado no Manual Turbinado de 3D&T.

 Com o passar do tempo, o cenário começou a fazer tanto sucesso que nem todas as informações que eram apresentadas na revista Dragão Brasil conseguiam cobrir a vontade dos jogadores.

 Foi então que o Trio Tormenta, decidiu criar, junto á Talismã, uma revista separada, nomeada de Revista Tormenta, cujos leitores teriam todas as informações do cenário disponíveis ali.
A revista fez sucesso, e teve 17 edições lançadas, até terminar.

 Em 2005, o Trio Tormenta sai da Talismã, e começam a trabalhar com outras editoras, lançam a revista RPGMaster (dedicada a 3D&T) para a Mythos Editora e a Revista Dragon Slayer para Manticora (editora que havia publicado a D20 Saga), que seguia o estilo da antiga Dragão Brasil, adotando um padrão de lançamento bimensal e inicialmente com conteúdo voltado principalmente para o Sistema d20 e Open Game License.

 No mesmo ano, é lançado um novo manual pela Daemon e uma nova versão de Tormenta D20 pela Jambô Editora, baseado em D&D 3.5 publicado pela Devir no ano anterior.

 Em 2008, 3D&T volta a ser publicado pela Jambô, com o nome de 3D&T Alpha. Em 2008, partir da edição #24 da revista Dragon Slayer, Cassaro, Saladino e Trevisan deixaram de ser editores da revista, em seu lugar entraram Guilherme Del Svaldi, Gustavo Brauner, Leonel Caldela, que ficaram conhecidos como Trio Tormenta Ultimate.


 Em 2010, é lançado o "Tormenta RPG", escrito pelos dois trios, por conta da nova licença, GSL, ficou impossibilitado o uso da marca D20,tal qual o Pathfinder Roleplaying Game, Tormenta se mantém fiel as regras anteriores a quarta edição, tendo influencias da adaptação de Star Wars e do próprio Pathfinder.

 No mesmo ano, Tormenta volta a ser adaptado para 3D&T com o lançamento do Manual do Aventureiro Alpha. onde há vários elementos do cenário.

Em 2013, é lançada uma versão revisada do Tormenta RPG, contendo uma errata do livro anterior e 16 novas páginas.

 Em 2015, a Jambô lançou Ataque a Khalifor de Guilherme Dei Svaldi, primeiro livro-jogo baseado em Tormenta.

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